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17.8.15

febre aftosa


Me chegam imagens da manifestação de ontem. É cada uma que olha, heim: a raiva e o delírio urbano saíram de mãos dadas?

Enquanto uma parcela politizada da sociedade pede a desmilitarização da polícia, para ficarmos apenas em uma das pautas + democráticas do mundo, uma outra parcela - intitulada de ursinhos carinhosos - pede a volta da ditadura militar? O que esta turma desengajada anda destilando como "argumentação" é justamente a falta de argumentação. São preposições que nem meninos de cinco anos formulam, porque, quando não os estragam antes, meninos de cinco anos compõem cada narrativa de dar inveja ao leitor profissional.

Embora eu tenha dado boas risadas com a manifestação dominical, muito me preocupa como os "cidadãos de bens" agem frente ao vermelho. Alguém notou que eles rosnavam feito cães? Eu não posso acreditar que uma simples cor possa deixá-los assim.

Mas pelas imagens eu pude constatar o que eles "defendem". E para isto, digo: eu tenho medo, mas é um medo patético. Um medo que representa o mais absurdo quando essa parcela da sociedade se refere à segurança pública. 

Manifestações assim me dão sono, mas me deixam triste. É como se houvesse um ramo de senhoras sendo despolitizado por um menino alienado de dezesseis anos. Convenhamos, desse jeito faltou tocar Mc Pedrinho como carro chefe. Aí, o pacote do entretenimento estaria completo. 

Mas... peraí, dizem que na Capital Mc Pedrinho esteve ao vivo. 


16.10.14

analfabeto político


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então é assim? deixa-me ver se entendi direito. a sociedade criminaliza o pixo, persegue usuários de maconha, usa e abusa do senso-comum, como por exemplo: "bandido bom é bandido morto", fomenta a competição, fere o bom-senso, destrói as instituições educacionais, é incrivelmente deseducada – a consequência do sucateamento conceitual e técnico – e quer – eu vou me amarrar na cadeira – transformar em presidente (de um país explorado pra caralho!) um criminoso? um administrador viciado? um chauvinista da pior espécie dos chauvinistas?


como escreveu o ficcionista andré santa'nna, por isso é que o Brasil é bom, é sim.



28.7.14

abc da greve


[Schooling the World | dirigido por Carol Back]


Se a escola não está servindo à maioria e se, ainda por cima, está dando falsas esperanças e ilusões, ela não está cumprindo com sua missão e precisa ser mudada.

A escola não transmite apenas conteúdos. Ela ensina também determinados valores e modos de comportamentos que, de novo, são os da classe média.

A vida na escola e a escola da vida | 1982


11.7.14

abc da greve

2014

Uns dias atrás um professor me disse que estava feliz por ter passado no concurso da SEED. E estava mesmo. Eu vi. E complementou: 

"Agora posso encostar o meu burro"


13.5.14

abc da greve


2014

Quando a sociedade se torna cada dia mais fascista e os intelectuais não se pronunciam, nós podemos decretar a falência dos diplomas.


8.5.14

abc da greve


Não há palavra verdadeira que não seja praxis. Daí, que dizer a palavra verdadeira seja transformar o mundo.

Paulo Freire

2014

As mentalidades repressoras dos diretores de escola pública devem ser pauta para uma política de descolonização.

Se queremos transformar a sociedade, os espaços ditos como democráticos não podem ser incoerentes. Existe muita contradição, falta de fundamentos ao querer trabalhar como educador. Mas o que impera, ainda, são o mando e a obediência e não a reflexão crítica da sociedade; a leitura; os questionamentos. E quem anda pagando o pato são os alunos, os quais, muitas vezes, ficam dois, três, quatro anos na mesma série.

Reprovar é uma das lógicas do sistema capitalista.


30.4.14

abc da greve



É muito complicada a vida de um intelectual 
na sociedade de consumo de massa.

Florestan Fernandes



2014

Quando alguém vir falar de educação ou de escola comigo, eu lembrarei dos versos dos Racionais MC's:

Falou, falou... deixa pra lá,
vou escolher em qual mentira vou acreditar



28.4.14

abc da greve


2014

Pense comigo, não é difícil e, além de ser fácil, é de graça. A quem interessa uma educação pública de má qualidade? Aos cursinhos? À educação privada? Ao mecanismo de desigualdade social? Ao sistema do vestibular? A um projeto de colonização? A quem interessa?


26.4.14

abc da greve


2014

Quando os governos tratam os educadores como lixo e as instituições de educação só servem para adestrar e formar uma massa alienada, aí eu só posso desejar uma sociedade sem escolas.


24.4.14

primeiros passos


[...]

O sindicato possui o âmbito de ação que permite revolucionar simultaneamente a relação do operário com o trabalho, a empresa e a dominação econômica da burguesia, direta ou por via do Estado. As greves constituem o caminho por excelência da aprendizagem política inicial e o primeiro patamar no qual a classe em formação ou em desenvolvimento independente demonstra a sua vitalidade e a sua capacidade de passar da "guerra civil oculta" para "a guerra civil aberta".

Florestan Fernandes

23.4.14

abc da greve

2014

Sindicato que fragmenta os educadores, i. e., nomeia-os por professores qpm, professores pss, professores-sei-lá-mais-o-que-diabo, não é sindicato revolucionário (nos moldes do pensamento de F. F.), muito pelo contrário: é sindicato aburguesado.

Fragmentar os professores é colocá-los uns contra os outros. É criar competição desnecessária e perpetuar a sociedade hierarquizada e a máquina burocrática.


28.11.13

vamu komjuggar

[mai 68 affiche]


el
es 
se
be
ne
fi
ci
a
m


27.10.13

demagogia


I


Me perguntaram o que eu achava do governo. Ora: o que penso eu? O que pode um cego pensar? Nada tenho para pensar diante de governos nada revolucionários. O que se tem são patotinhas de amigos e famílias com o mesmo interesse: parasitar a sociedade. Ganhar dinheiro. Ninguém age revolucionariamente se as relações humanas são mediadas por essa coisa fedida, como deixou escrito Mcluhan.

6.8.12

quem bate o cartão põe o dedo aqui


Depois de lido a reportagem sobre a vinda do ministro da Educação à capital paranaense em reunião particular com os dirigentes do Grupo Positivo, pergunta-se: o que se pode esperar para a Educação Pública? Olimpíada de matemática? Soletrando? Que tal concurso de assovio, ninguém vê e ninguém viu.


10.9.10

álibi


uma mão lava a outra,

as duas juntas: lavam o rosto.

[do dito popular]

A propina,
por dedos habilidosos,
passa por debaixo da mesa.

E a ética
- xeque mate -
é cumplice do aperto de mãos.


9.1.09

cinza das horas

[bum! bum! bum!]

retrospectiva

definitivamente 2008
não sofreu nenhum investimento ousado por mim.

- nem mesmo as mulheres? - perguntou um amigo.

- as mulheres, meu companheiro, que me esperem com a chegada do carnaval. loucas com docinho na boca!
na boca!