UM
Cê
quer saber o jeito qu’eu como a minha mina? Não dá pra fazer uma abstração da
coisa, maninho.
Melhor
eu te perguntar: Cê estaria afim de saber como é transar com meu pau?
- rádio linha de fuga - agenciamento teoria - vida - prática - grupo - sexo - solidão - máquina - ternura - Cê entende, cara, a batalha semiológica -
[...]
Dizem que o silêncio é uma prece. Quanto engano. O silêncio é só o começo do papo. O silêncio é, dependendo da situação, uma negativa ou uma aceitação"
[FERRÉZ. Os inimigos não mandam flores. São Paulo: Pixel, 2006. Textos em quadrinhos]
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"Não sou decerto literato - muito menos literato voluptuosamente acadêmico e voluptuoso da arte de construir convencionalmente bem as suas frases. Que me perdoem, porém, a insistência ingênua e afinal inócua em me considerar escritor, admitindo a distinção entre escritor e literato."
[Gilberto Freyre - in: Recortes, de Antonio Cândido]
[...]
"Uma das coisas mais importantes da ficção literária é a possibilidade de dar voz, de mostrar em pé de igualdade os indivíduos de todas as classes e grupos, permitindo aos excluídos exprimirem o teor da sua humanidade, que de outro modo não poderia ser verificada."
[Antonio Candido - O albatroz e o chinês]
Você não pode me desconstruir e tirar a minha roupa ao mesmo tempo. [...] Ler e escrever ficção é uma forma de engajamento social, de conversar e competir. É uma maneira de ser e de se tornar. [...] Quando estou trabalhando não quero ninguém mais na sala, inclusive eu mesmo. [...] Um personagem morre no papel se o autor não consegue ouvir sua voz.
[2012 | p. 14, 274-276]