4.10.08

[táxi alucinatório]

[arquivo : net]

táxi alucinatório

ÊÊÊÊÊÊÊÊ!
ÊÊÊÊÊÊÊÊ!
ÊÊÊÊÊÊÊÊ!

Oô! Taxista! Avante!

destino
desenfreado
pé na tábua motorista alucinado
para o retorno de toda memória

passemos por entre
as reminiscências de ribeirão preto
rua da minha vida
minha vida avenida rangel
queridos amigos
uma paradinha na digressão da esquina em ladainha
direto pro núcleo sem sujeito de minas
subterrâneo
engenho interior
menino
que papai sonhou engenheiro nuclear
mas que havia tanto burro a dar coice carne seca chão batido buraco

um tatu! – admirava, eu, menino o primeiro encanto amoroso

os bares noturnos
mulheres esquinas
em riscos de cores
purpurinas!

a velocidade que vem de fora
para dentro de minha alma

retina louca!

ÊÊÊÊÊÊÊÊ!

cortes rajadas lufadas
corações solitários

Cinema mexicano apresenta:
uma balada na cruz machado
vegas
la honda
um grupo de putas! em cada esquina. Um beijo pra elas.

a loira
a negra
a ruiva
a caqui rosa amora
pernas pra que tantas pernas
eu quero todas

a roda da minha ciranda
roda roda roda com todas as prostitutas
Aoh!Aoh!Aoh!Aoh!

alucina mais motorista!
quero ver o asfalto derretido
pé na tábua a 200 Km/h
quero ver o asfalto fumegando entre as minhas sinapses

Alôôôôôôô!, memória.

bandeira dois
três quinhentas mil

até o regresso interior
do meu brazil