Quando o senhor G. atravessou a rua, possivelmente ele poderia ter pulado, como um jogo da amarelinha, a faixa, uma a uma, de pedestre. Mas não. O senhor G. não poderia nem sequer esboçar esse gesto tresloucado que evocaria sua mais remota infância. Indignado, o senhor G. pergunta:
- Querem saber por quê?
O próprio senhor G. responde:
- Por causa da minha posição sócio-econômica.
Já imaginaram o senhor G., funcionário do mais alto escalão do panteão dos funcionários públicos da sua cidade pagando um mico daqueles?
O senhor G. Este.