12.2.09

estórias do senhor G: quando tudo começou

[3º) O espírito do homem que sonha se satisfaz plenamente com o que lhe acontece. A angustiante questão da possibilidade não se lhe apresenta mais. Mate, roube mais depressa, ame tanto quanto quiser. E se você morrer, não tem você a certeza de despertar dentre os mortos? Deixe-se levar, os acontecimentos não toleram que você os retarde. Você não tem nome. A facilidade de tudo é inestimável.
André Breton, Manifesto do Surrealismo, 1924]



O senhor G. ao utilizar as escadas de incêndio
do inferninho
interior

A senhora Z. encontrou-se com o senhor G. O senhor G. e a senhora Z. entraram no café. O senhor G. por conhecer-se prestigioso diante da senhora Z. combinou com certa anterioridade o relógio do encontro. A senhora Z. e o senhor G. escolheram um lugar e sentaram no café. O senhor G. educado conhece as técnicas do manuseio dessas jovens damas, como a senhora Z. O senhor G. e a senhora Z. ambos pediram café puro. A senhora Z. admirava-
se objeto do senhor G. A senhora Z. e o senhor G. beberam café. O senhor G. cobiçava a senhora Z. O senhor G. pediu mais um expresso forte.

Não tendo meios de explicação racional, o senhor G., mesmo assim, temeu o perigo. A senhora Z. para o senhor G. se configurou no próprio outro. Logo o senhor G. passou a ver a senhora Z. como o senhor O.

O senhor G. arrepiou-se.

O senhor G.
então! jamais! inimaginável cresceu colossal como um semideus e num impulso voou pra roubar o fogo do Olimpo.

O senhor G. Este.