O senhor G. eita!, sempre anotando no seu caderninho de viagem qualquer pensamento mais passageiro como este:
"Não sei porque os professores de Literatura (aliás, quem é ou o que é um professor de Literatura?) não adotam como leitura os seguinte livros de introdução para a poesia. Vamos enumerá-los:
[1] Poesia não é difícil, de Carlos Felipe Moisés;
[2] Como e por que ler a poesia brasileira do século XX, de Ítalo Moriconi.
O senhor G. tem consciência de que há outros livros do mesmo gênero. Livros de maior densidade, como por exemplo, A lira e o arco e O ser e o tempo da poesia. O senhor G. pensa:
"Basta!"
O autor está ficando preocupado, pois, afinal, o senhor G. pode estar quase que mais ou menos a ficar louco, não é mesmo, senhor G.?
- Senhor G., está me ouvindo?
E o que será, não do senhor G., prestem a atenção!, mas de mim, pobre do autor, hein? O moço pode me responder? A moça?
O senhor G. Este.