[...]
- Você é terrível, Harry! Não sei por que o prezo tanto!
- E sempre me prezará, Dorian... Café, senhores? Garçom! Café, fine champagne e cigarros. Não, cigarros não. Trago alguns Basil. Não admito que fume charutos. Fumará um cigarro. O cigarro é o tipo consumado do prazer perfeito. É delicioso e deixa-nos insatisfeitos. Que mais se pode querer? Sim, Dorian, você há de gostar de mim sempre. Eu represento para você todos os pecados que você nunca se animou a cometer.
[WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. São Paulo: Publifolha, 1998. p. 86]
