NA CIDADE SEM NOME, porque tinha sido um sonho, todas as mulheres usavam vestidos de seda com estampas floridas. Os pés delicados e nus calçavam sandálias de couro. Os tornozelos ostentavam correntinha de ouro ou de prata. Algumas mulheres saiam à rua com flores adornando o penteado. Eram tantas as cores que ficava impossível distingui-las das próprias flores que enfeitavam os jardins da praça imperial. Os odores das glicínias e azaléias exalavam a ponto de se misturar com a fumaça do cigarro.
A cidade se abria como uma rosa.
A cidade se abria como uma rosa.
