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A mitologia de Einstein transforma-o num gênio tão pouco mágico que se fala do seu pensamento como de um trabalho funcional análogo à confecção mecânica das salsichas, ao moer do grão ou à trituração dos minérios: Einstein produz pensamento, continuamente, como um moinho produz farinhas e, para ele, a morte foi essencialmente o término da função localizada: “O cérebro mais potente parou de pensar”.
[BARTHES, Roland. Mitologias. São Paulo: Difusão Européia do Livro. 1972. p. 61]