19.4.10

E= mc2

[é preciso chamar a atenção para a área vazia
dos cérebros banais]


[...]

A mitologia de Einstein transforma-o num gênio tão pouco mágico que se fala do seu pensamento como de um trabalho funcional análogo à confecção mecânica das salsichas, ao moer do grão ou à trituração dos minérios: Einstein produz pensamento, continuamente, como um moinho produz farinhas e, para ele, a morte foi essencialmente o término da função localizada: “O cérebro mais potente parou de pensar”.

[BARTHES, Roland. Mitologias. São Paulo: Difusão Européia do Livro. 1972. p. 61]