16.4.10

a quadrilha


Sob o comando do autor, o narrador em terceira pessoa cantando cantigas de ninar embalou o personagem problemático que há tempos não vinha cooperando com o enredo.

Deixando o espaço aberto para o narrador intruso, este, por sua vez, invadiu com seus pés de lã o ambiente no qual se encontrava o personagem problemático. O narrador intruso aproximou-se. Abriu a maletinha que trazia consigo e retirou de dentro dela uma seringa. Sorrateiramente e consciente da sua tarefa injetou no braço esquerdo uma dose de sonífero. Guardou o material e voltou à margem da narrativa para chamar o vilão.

O vilão que tem cara de mau vestia em suas mãos luvas de couro. Sem se enrolar nas malhas das letras, fez o que tinha que ser feito. Usando mãos hábeis de cirurgião executou uma perfeita lobotomia no personagem problemático.

Sendo dito, assim se encerra mais uma história para os componentes da ficção.