Amemos o que sentimos de nós mesmos, nessas variadas coisas,
já que, por egoístas que somos, não sabemos amar senão aquilo em que encontramos.
[Cecília Meireles]
[Cecília Meireles]
Algumas coisas começam a ficar muito claras. Uma delas se traduz pela consciência de nossa existência. Solitária.
O diário de nossas vidas em branco. Páginas e páginas de tentar ser e nada. Mas ao que tudo indica, esperando o seu ideal.
De leve, uma música desperta. Interior. Noturno vulto qual estátua figurada na paisagem da janela. Cinza. Apagamos as luzes. Trancamo-nos no quarto. Catedral.
O som do vizinho: puxa! que descarga. Mas o lirismo não é quebrado.
E dentro de nós? A distância é mais longe.