O que a criança sente, quando a mãe vai com um estranho.
O que o carpinteiro sente quando lhe vem a vertigem, o sinal da idade.
O que o pintor sente, quando o modelo não mais aparece e o quadro está inacabado.
O que o físico sente, quando descobre o erro bem adiante na cadeia de experiências.
O que o piloto sente, quando sobre as montanhas cai a pressão do óleo.
O que o avião, sentisse, sente, quando o piloto guia bêbado.
[BRECHT, Bertolt. Poemas 1913-1956; seleção e tradução de Paulo César de Souza - São Paulo: Ed. 34, 2000. p. 306]
