E - de esquentadinho
Sou pavio curto, aviso o leitor. A transgressão em que me concentrei visa ir além do bem e do mal. Esclareço. É uma rebeldia que veio junto do pacote: denominado ser. Esse pedaço de carne ligado a um sistema nervoso cujo membro entre as pernas se assemelha a um cotó. Embora o rabo seja outro.
E você, com esta cara de bunda? Em vez de ficar sentado, porque não enfia o dedo no cu, depois na boca pra sentir a direção do vento, o clima úmido?
Tou sendo grosso? Mas só enfiei a cabecinha.
Só pra você saber, vestir às avessas o cotidiano é do meu feitio; travestir o tempo e foder a morte, minha filosofia. Antes eu pensava: ler e dar uma boa trepada. Depois da boa trepada, fazer um rango. Sou convencionalmente conhecido como intelecto estômago e partes baixas. Antes eu pensava e ainda penso a mesma coisa. Mas entre pensar e fazer, o tesão está no fazer.
Às vezes ocorre algo comigo que não sei explicar. É uma timidez que. Ouça só: quando fico afinzão duma mina, começo a tropeçar em tudo: palavras, jeito. Visto a calça no lugar da blusa, calço o chapéu, uma meia fica na orelha e fumo como um desgracido. Até aí, tudo errado.
Penso - por minuto - se ela vai pegar no meu pinto. Daí eu trombo comigo no banheiro e pra tirar aquela aflição que deixa o corpo suadinho cinco contra um não é covardia.
I-ó
a parada não fica suspendida, porque se pintar um carinho, sangro a bucetinha da mina com meu punhal.
Penso - por minuto - se ela vai pegar no meu pinto. Daí eu trombo comigo no banheiro e pra tirar aquela aflição que deixa o corpo suadinho cinco contra um não é covardia.
I-ó
a parada não fica suspendida, porque se pintar um carinho, sangro a bucetinha da mina com meu punhal.