8.4.13

... a palavra greve


[Greve, de Augusto de Campos | 1962]

[...]


Ao ser usada pelo dono da empresa ou pela autoridade governamental, adquire conotação diferente, especialmente disfórica, isto é negativa, daquela usada pelo funcionário ou pela população, que, neste caso, em geral, assume valor eufórico, ou seja, positivo. (Fiorin, 1988). Os meios de comunicação, especialmente a televisão, são a evidência desses significados: quem faz greve geralmente é visto como baderneiro, dificilmente como alguém que está reivindicando seus direitos, garantidos, inclusive, constitucionalmente.


[LUKIANCHUKI, Cláudia. Dialogismo: a linguagem verbal como exercício social. ECA-USP]