O anarquismo é o que se poderia chamar de revolta visceral. Augustin Hamon, a partir de uma sondagem de opinião dos meios libertários, no fim do século passado, concluiu que o anarquista é, antes de mais nada, um revoltado. Recusa a sociedade na sua totalidade, com a sua "chusma de policiais". Liberta-se, conforme Max Stirner, de "tudo quanto é sagrado". Realiza uma imensa paganização. Estes "vagabundos da inteligência", estes "tresloucados", "em lugar de considerarem como verdades intocáveis o que dá a milhares de homens a consolação e o repouso, saltam por cima das barreiras do tradicionalismo e abandonam-se, desenfreados, às fantasias da sua crítica impudica."
Proudhon rejeita completamente a "gente oficial", os filósofos, os padres, os magistrados, os acadêmicos, os jornalistas, os parlamentares, etc., para quem "o povo é sempre o monstro que se combate, amordaça e agrilhoa; que se conduz com habilidade, como o rinoceronte e o elefante; que se domina pela fome; que se sangra pela colonização e a guerra". Élisée Reclus explica por que a sociedade aparece aos seus guardiães tão fácil de controlar: "Depois que há ricos e pobres, poderosos e submetidos, senhores e servos, imperadores que ordenam o combate e gladiadores que se matam, as pessoas avisadas têm apenas que se colocar do lado dos ricos e dos senhores e fazer-se cortesãs dos imperadores."
O estado permanente de revolta leva o anarquista a sentir simpatia por todo o irregular, e a abraçar a causa do réprobo ou do foragido. É muito injustamente, acreditava Bacúnine, que Marx e Engels falavam com profundo desprezo do Lumpenprolerariat ("proletariado esfarrapado"), "pois é nele e só nele, e não na camada burguesa da massa operária, que residem o espírito e a força da futura revolução social."
Proudhon rejeita completamente a "gente oficial", os filósofos, os padres, os magistrados, os acadêmicos, os jornalistas, os parlamentares, etc., para quem "o povo é sempre o monstro que se combate, amordaça e agrilhoa; que se conduz com habilidade, como o rinoceronte e o elefante; que se domina pela fome; que se sangra pela colonização e a guerra". Élisée Reclus explica por que a sociedade aparece aos seus guardiães tão fácil de controlar: "Depois que há ricos e pobres, poderosos e submetidos, senhores e servos, imperadores que ordenam o combate e gladiadores que se matam, as pessoas avisadas têm apenas que se colocar do lado dos ricos e dos senhores e fazer-se cortesãs dos imperadores."
O estado permanente de revolta leva o anarquista a sentir simpatia por todo o irregular, e a abraçar a causa do réprobo ou do foragido. É muito injustamente, acreditava Bacúnine, que Marx e Engels falavam com profundo desprezo do Lumpenprolerariat ("proletariado esfarrapado"), "pois é nele e só nele, e não na camada burguesa da massa operária, que residem o espírito e a força da futura revolução social."
- Freire | Viva eu viva tu viva o rabo do tatu -