Quanto a nós, sabemos que tão logo a mão de um padre tocou em alguma coisa, essa coisa apodrece e libera um fedor insuportável. A única solução, para que a podridão não assuma proporções perigosas, é a destruição da coisa (com os padres, é óbvio).
Alguém, um amigo, um camarada, disse: "A religião é o ópio do povo". Sobre todo o globo, o tráfico de ópio assume proporções assustadoras. De Roma a Moscou, de Nova York a Praga, os traficantes, em batinas ou em uniformes militares, servem-se da mesma droga para envenenar do mesmo modo o povo e para alcançar o mesmo objetivo, que é a escravização do homem.
Não, obrigado. Preferimos o vinho tinto, mas não o vinho de missa.
Adonis Kyrou
Le Libertaire, 1952
