Examinemos de perto um fascista bolsonarista. É um homem branco de meia idade, cheio de tensão, embora consiga escondê-la, de cabelos curtos, que frequenta a igreja, trás no para-brisa do carro ou na caixinha de plástico da moto adesivos da lava-jato, sul é meu país, bandeirinha brasileira e olha com hostilidade os anarquistas, os comunistas, os jovens e as feministas. Tem tido em sua vida pouco amor, leitura e contato com a natureza. É dominado pelo medo, cheio de preconceitos e bebe muito. É um homem passivamente zangado, invejoso, amargo, odiento. Devasta o meio em que vive. Fugiu durante toda a sua vida da consciência e da responsabilidade.