État de siège, de Costa Gavras | 1972
Em vinte anos de Regime Militar, o princípio de que ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano e degradante, foi ignorado pelas autoridades brasileiras. A pesquisa Brasil: nunca mais, revelou quase uma centena de modos diferentes de tortura, mediante agressão física, pressão psicológica e utilização dos mais variados instrumentos. A documentação recolhida revelou com riqueza de detalhes a ação criminosa exercida sob auspício do Estado.
No capítulo dois, de Brasil: nunca mais, ficou demonstrado os principais modos e instrumentos de tortura adotados pela repressão no Brasil: o pau de arara, o choque elétrico, a pimentinha e dobradores de tensão, o afogamento, a cadeira do dragão, a geladeira, insetos e animais, produtos químicos, lesões físicas.
A tortura foi indiscriminadamente aplicada no território nacional. Torturaram-se, além de presos políticos, crianças, mulheres e gestantes.
Hoje, há na presidência da República, um miliciano fundamentalista, um filhote da ditadura militar, que tem como herói o elemento da escória fardada chamado Ustra.