29.8.23

Porque não me ufano

Existencil: carolinhas | 2016

Relações humanas para o Estado significa agir sobre indivíduos para provocar neles as atitudes que convém usar como ameaça.

O subordinado ou o subalterno à família política vive na dependência do poder. É um escravo moderno remunerado e recompensado por pequenos privilégios. Convenções coletivas, regulamentações do trabalho, diálogo e participação democrática, que deveriam ser um bem comum, deixaram de existir para o que se convencionou chamar de "classe trabalhadora". O trabalhador está mais simplificado e muito mais alienado e explorado. E cada dia mais longe das decisões de poder. (Mas, algum dia, ele chegou às tomadas de decisões?) Sua cova definitiva está a ser a uberização.

O Estado, em sua organização formal autoritária, tem como único objetivo alcançar o dinheiro e arregimentar a massa por meio da propaganda. Não custa muito aos cofres públicos plotar um coletivo. São comuns os termos como gestão de recursos, gestão de resultados, até mesmo em reuniões pedagógicas. Afinal de contas, governar é leiloar e o analfabetismo científico continua nos radares dos "formadores de opinião".

Na cabecinha limitada do Júnior, vejam só, o "Estado" tem o desenho de um supermercado. O super ratinho agrada o público muito pouco instruído.

Todavia, o sujeito que representa o governo, para melhorarmos nossa análise, é somente uma moral fechada e de fachada, um bairrista sem fundamentação teórica e sem leitura humana blindado contra qualquer tipo de contestação. Afinal, ele é o queridinho da classe média.

Outro dia, ao rés do chão, a carolinha ficou puta diante da pergunta sobre o santinho. Não se pode duvidar da integridade do Júnior, pois seria sacrilégio.