14.5.22

Quem pauta o gosto musical do consumidor?

No Brasil o uso da música pop raramente é estético-contemplativo, está mais para uma presença comercial, não desperta e não enriquece intelectualmente o sujeito do terceiro mundo.

Na música contemporânea mais consumida não há riqueza artesanal. As "produções artísticas" sequer interpretam as contradições socioeconômicas e culturais da periferia do capitalismo, não capita as existências e transformações socias e seus atrasos políticos, mas tem sido um simples campo da dominação econômica da indústria cultural que se traduz numa linguagem estandardizada e empobrecida.

Na leitura que se faz da "produção musical" encontra-se, para além das vozes da banalização e da vulgarização, um exemplar manual da alienação.