15.4.26
The book become almost human
Porque não me ufano
14.4.26
Schmutzstück
Storie di 51 donne
Io rifarei la stessa scelta di vita. Sì, son convinta, son convinta. Quel che ho fatto non l’ho fatto per niente, non l’ho fatto così. Non so se avrei la forza di resistere l’età che ho oggi, non è più i trentasei anni che avevo allora. Non so quanto potrei resistere. Allora mia figlia non esisteva; adesso ho mia figlia che esiste e il bambino che esiste. Allora era molto più facile per me. C’era Pietro, c’era mia madre e i miei fratelli. Ma oggi c’è molto di più davanti a me. Ma se fosse da ricominciare non mi tirerei indietro. Direi che è un’altra pagina da fare. Non abbiamo conquistato ancora tutto.
Porque não me ufano
Porque não me ufano
Brasil: terra da bandidagem
Porque não me ufano
Porque não me ufano
O brasileiro é muito pouco motivado ao materialismo histórico. Por isso ele não consegue perceber a técnica de produção econômica sobre a estrutura da sociedade e na caracterização da sua fisionomia moral. Sem a principal arma crítica e teoria revolucionária, o subdesenvolvido não irá suprimir as condições sociais responsáveis pelos proletariados miseráveis e, o persistir tais condições sociais, de novo se formam os mesmos proletariados.
Porque não me ufano
12.4.26
A falta de educação
11.4.26
Século das Luzes: o triunfo da razão
Casa-grande & senzala
10.4.26
Os cus de Judas
Suggestion
Provincianismo
A poesia do terceiro mundo
Casa-grande & senzala
Não haverá geração para ler Gilberto Freyre.
9.4.26
Não haverá geração para ler Roberto Bolaño
Teachers as transformatory intellectuals
7.4.26
Não verás país nenhum
Dialética da escola-prisão
Provincianismo
Dialética da escola-prisão
As crianças de Porto Alegre estão aprendendo com as professoras do baile de favela a jogar a bunda para trás. Acreditem. É isso mesmo. É a pedagogia do vamos pular e matar o tempo do funcionalismo público. O ensino em termos de conhecimento científico foi rasgado e jogado no lixo. A leitura da palavra não existe, a história da literatura desapareceu, a formação de leitores entrou em extinção. Os incompetentes treinados são maioria no campo educacional e não há modos de reverter. É a miséria intelectual gritando, xigando, cuspindo e, sobretudo, reforçando o domínio da indústria cultural do lixo. Não há mais necessidade de estudos acadêmicos, de sistematizar o saber, de uma linha de pesquisa, pois o spotify está dando classes para as pobres criancinhas sem presente e sem futuro. Não é a toa que as crianças cantam em uníssono: e os menor preparado pra foder com a xota dela.
6.4.26
On the production of subjectivity
Porque não me ufano
Os cus de Judas
Viu por acaso como nos assustamos se alguém, genuinamente, sem segundos pensamentos, se nos entrega, como não suportamos um afecto sincero, incondicional, sem exigência de troca? A esses, os Camilos Torres, os Guevaras, os Allendes, apressamo-nos a matá-los porque o seu combativo amor nos incomoda, procuramo-los, de bazooka ao ombro, raivosos, nas florestas da Bolívia, bombardeamos-lhes os palácios, colocamos no seu lugar sujeitos cruéis e viscosos, mais parecidos connosco, cujos bigodes nos não trepam pelo esófago refluxos verdes de remorso. De forma que as relações sexuais constituem entre nós, percebe, uma violação mole, uma apressada exibição de ódio sem júbilo, a derrota molhada de dois corpos exaustos no colchão, à espera de reencontrarem o fôlego que lhes foge para verificarem as horas no relógio de pulso à cabeceira, se vestirem sem uma palavra, examinarem sumariamente no espelho do quarto de banho a pintura e o cabelo, e partirem, a coberto da noite, ainda húmidos do outro, a caminho da solidão das suas casas. Os que moram a dois, aliás, e dividem com má vontade o edredão e o dentífrico, padecem, de resto, de um isolamento semelhante; ah, as refeições frente a frente, em silêncio, cheias de rancor que se palpa no ar como a água de colónia das viúvas! Os serões junto à televisão acariciando projectos vingativos de assassínio conjugal, a faca do peixe, a jarra da China, um oportuno empurrão pela janela! Os sonhos minuciosamente detalhados do enfarte de miocárdio do marido ou da trombose da mulher, a dor no peito, a boca à banda, as palavras infantis babadas a custo na almofada da clínica!
4.4.26
On the production of subjectivity
2.4.26
La Borde: a clinic unlike any other
Dialética da escola-prisão
Dialética da escola-prisão
Capital
Dialética da escola-prisão
Ressaltemos que o ensino é levado a produzir subjetividades da maneira mais artificial possível, em particular durante a primeira etapa da formação, quando os "professores" se reúnem para improvisar cenas que perpetuam o epistemicídio e atrasam o desenvolvimento da consciência racional. Esse tipo de performance favorece o abandono das atividades com base na ciência e apoia abertamente o domínio da indústria cultural. A classe docente (ou o que se convencionou chamar tal coletivo de funcionários iletrados) não consegue veicular seu próprio sistema de modelização da subjetividade ou uma certa cartografia feita de demarcações cognitivas.
A escola não é espaço de experimento e de existências singulares, ela não está apta a produzir um novo tipo de subjetividade e da tomada de consciência, ela não modifica a forma de ver e de viver mas perpetua o status quo que favorece o conservadorismo social e os reacionários. Não há uma nova relação com o mundo, e o colégio jamais será um lugar reservado à inovação e, principalmente, à prática de leitura. A escola é o anti-prazer do saber, da prática de ler, da incógnita, não é um lugar de vida, mas de alienação infantil. Na escola-prisão não se confere uma nova nota institucional, não se confere uma tentativa de transmutação das mentalidades, não se procura novos temas e variações, não se confere marca ímpar e autêntica, nem mesmo a criação de corpos que superem o comportamento antissocial produzido pelo mass-mídia. Não há contexto para algo brilhante e inteligente ser desenvolvido, repete-se o vazio e não há o mínimo esforço de recriar inteiramente as relações segregacionistas da sociedade e da própria instituição. Não há desejo de sair da mediocridade e muito menos uma evolução das mentalidades. A escola é um sistema de tratamento animal, pois que tipo de experiência os pequenos poderão ter dentro de uma estrutura de tipo carcerário? Ao criticar a configuração de ensino, percebe que é toda uma concepção do "serviço público" que se deve rever.
31.3.26
Comportamento antissocial
Planeta favela
Planeta favela
Mini galeria de perguntas meramente retóricas
Dialética da escola-prisão
Dialética da escola-prisão
Se os professores não são leitores, muito menos os pequenos irão se aventurar no rico universo da literatura. As crianças passam o dia correndo, gritando, cuspindo uns nos outros, se hostilizando, batendo na lata de tinta enferrujada, e ouvindo música ruim repetidamente. É o sistema funcionando para os pobres, retira o fundamento e a crítica e coloca o funk, o batidão, o conteúdo de tik tok. O subdesenvolvido mirim está a ser entupido de algoritmo do spotfy. Não há formação de leitores nem mesmo uma tentativa.
O que é que se está ensinando, afinal? Os "professores" estão ensinando, tem certeza? O que se está formando para o presente e futuro da sociedade? A educação pública virou um desastre, não existe mais espaço para um formação séria e com fundamento, a escola parece um hospício, não há mais contemplação e diálogos com propriedades.
30.3.26
Os cus de Judas
À tarde, o tenente e eu costumávamos parar o jeep na cerca de grades oxidadas, retirar o assento traseiro, instalarmo-nos junto de uma árvore sob o sossego gordo dos pássaros, um silêncio grande e bom de folhas altas, e fumávamos sem falar porque as palavras se tornavam subitamente desnecessárias como um barco na cidade, um aquário no mar, um fingimento de orgasmo durante o orgasmo, fumávamos sem falar e uma quietude de paz deslizava devagarinho pelas veias a reconciliar-nos connosco, a perdoar-nos estarmos ali, ocupantes involuntários em país estrangeiro, agentes de um fascismo provinciano que a si mesmo se minava e corroía, no lento ácido de uma triste estupidez de presbitério.
Mrs Dalloway
One cannot bring children into a world like this. One cannot perpetuate suffering, or increase the breed of these lustful animals, who have no lasting emotions, but only whims and vanities, eddying them now this way, now that.Virginia Woolf1882 - 1941





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