6.3.26
The division of labour
A mão invisível
5.3.26
Goo: “Tunic (Song for Karen)” e “Kool Thing”
4.3.26
Ruckus Manhattan, de Red Grooms | 1976
3.3.26
O ventre seco
Não verás país nenhum
2.3.26
1.3.26
Recessão no Nordeste, quem trabalha está ameacado de morrer à noite, e os bolsões de calor aumentam, só o guarda-chuva de seda preta resiste
22.2.26
O triunfo da mediocridade
I
O rolo compressor das redes sociais está puxando as atividades mais substanciais para baixo. O acesso à cultura cultivada foi barrado pela grosseira domesticação e cretinismo que reina na ponta do polegar.
II
Não haverá necessidade de uma nova época totalitária para queimar livros literários, as pessoas se contentaram em deixar de lê-los.
III
A prática de leitura tende a desaparecer ou será uma prática social muito marginalizada. A morte do escrito sofisticado está em pleno curso e viajando na velocidade da luz. A crise do amor pela língua, como dizia Roland Barthes, é uma realidade e está diagnosticada pela baixa qualidade dos conteúdos audiovisuais. Apenas uma minoria intelectualizada ainda continuará amando belos textos, se ela não sumir do mapa.
IV
Uma revolução política e social que possa desembocar em uma organização mais humana de nossa sociedade não irá acontecer. Lamento informá-los, mas um povo mais educado, amante das belas letras e das belas coisas é uma ilusão. A realidade é bem mais rés do chão de rodoviária com todo tipo de ruído nas pontas dos dedos. E será inútil denunciar o caráter degenerativo de nossa sociedade.
11.2.26
Principal deficiency of active men
Slavoj Žižek illuminating the day
10.2.26
The political uses of religion
Punk Rock | 1978
Porque não me ufano
Porque não me ufano
Lamentation
Microcosm and macrocosm of culture
Porque não me ufano
9.2.26
Porque não me ufano
8.2.26
Tempo de pobreza
A carta que o miliciano escreveu e que assombrou todos os dispositivos digitais do terceiro mundo atesta: o subdesenvolvido não dispõe espontaneamente de vocabulário e de oração. Vê que o criminoso masca cada letra do alfabeto como um homem doente. Sente-se o desespero na palavra escrita. Parece sofrer de alguma perturbação nervosa. O texto pobre denuncia: o logos oprimiu o capitão e o estilo desprovido de beleza representa a capacidade intelectual da elite nacional. Eis o resultado mais notável do analfabetismo secundário.
A figura do gato como capa para considerações mais profundas
7.2.26
Right of death and power over life
Sergei M. Eisenstein - Geometria do êxtase
5 folhetins sobre Eisenstein
5.2.26
The real story of coke
Avant-Garde and kitsch
4.2.26
Signs of inculturation
Statistic
Dialética da escola-prisão
Que tipo de homens e mulheres os pirralhos serão ao receber esta péssima educação estatal?
A razão na escola fez da Europa a Europa. O Brasil toma o caminho do retrocesso e marcha para se tornar um apêndice da idade média, isto é, de perder o que resta de senso científico. Mas convenhamos, algum dia chegou a ter senso crítico difundido pelo seu tecido social?
A Europa frequentou a escola do pensar coerente e crítico enquanto o gigante subdesenvolvido não sabe distinguir mito de realidade.
O ensino ruim é o amuleto, o crucifixo de que necessitam os incultos com poder e muita grana para perpetuar a miséria - de que outro modo se ergue uma teocracia com a manipulação das massas?
A estratégia da classe dominante é frear qualquer pensamento que auxilie na construção da igualdade. Construir uma boa sociedade para todos - ou disseminar a qualidade de vida - não está na pauta da elite.
É preciso desprezar a beleza, ou seja, que o conhecimento dialético seja alvejado. Infelizmente, nós não veremos nunca uma humanidade altamente desenvolvida e nem mesmo uma sociedade de gente letrada. Nesse contexto, o Brasil jamais será próspero economicamente e em tempo nenhum será um polo produtor de excelência artística e de pesquisa.
































