2.3.26
1.3.26
Recessão no Nordeste, quem trabalha está ameacado de morrer à noite, e os bolsões de calor aumentam, só o guarda-chuva de seda preta resiste
22.2.26
O triunfo da mediocridade
I
O rolo compressor das redes sociais está puxando as atividades mais substanciais para baixo. O acesso à cultura cultivada foi barrado pela grosseira domesticação e cretinismo que reina na ponta do polegar.
II
Não haverá necessidade de uma nova época totalitária para queimar livros literários, as pessoas se contentaram em deixar de lê-los.
III
A prática de leitura tende a desaparecer ou será uma prática social muito marginalizada. A morte do escrito sofisticado está em pleno curso e viajando na velocidade da luz. A crise do amor pela língua, como dizia Roland Barthes, é uma realidade e está diagnosticada pela baixa qualidade dos conteúdos audiovisuais. Apenas uma minoria intelectualizada ainda continuará amando belos textos, se ela não sumir do mapa.
IV
Uma revolução política e social que possa desembocar em uma organização mais humana de nossa sociedade não irá acontecer. Lamento informá-los, mas um povo mais educado, amante das belas letras e das belas coisas é uma ilusão. A realidade é bem mais rés do chão de rodoviária com todo tipo de ruído nas pontas dos dedos. E será inútil denunciar o caráter degenerativo de nossa sociedade.
11.2.26
Principal deficiency of active men
Slavoj Žižek illuminating the day
10.2.26
The political uses of religion
Punk Rock | 1978
Porque não me ufano
Porque não me ufano
Lamentation
Microcosm and macrocosm of culture
Porque não me ufano
9.2.26
Porque não me ufano
8.2.26
Tempo de pobreza
A carta que o miliciano escreveu e que assombrou todos os dispositivos digitais do terceiro mundo atesta: o subdesenvolvido não dispõe espontaneamente de vocabulário e de oração. Vê que o criminoso masca cada letra do alfabeto como um homem doente. Sente-se o desespero na palavra escrita. Parece sofrer de alguma perturbação nervosa. O texto pobre denuncia: o logos oprimiu o capitão e o estilo desprovido de beleza representa a capacidade intelectual da elite nacional. Eis o resultado mais notável do analfabetismo secundário.
A figura do gato como capa para considerações mais profundas
7.2.26
Right of death and power over life
Sergei M. Eisenstein - Geometria do êxtase
5 folhetins sobre Eisenstein
5.2.26
The real story of coke
Avant-Garde and kitsch
4.2.26
Signs of inculturation
Statistic
Dialética da escola-prisão
Que tipo de homens e mulheres os pirralhos serão ao receber esta péssima educação estatal?
A razão na escola fez da Europa a Europa. O Brasil toma o caminho do retrocesso e marcha para se tornar um apêndice da idade média, isto é, de perder o que resta de senso científico. Mas convenhamos, algum dia chegou a ter senso crítico difundido pelo seu tecido social?
A Europa frequentou a escola do pensar coerente e crítico enquanto o gigante subdesenvolvido não sabe distinguir mito de realidade.
O ensino ruim é o amuleto, o crucifixo de que necessitam os incultos com poder e muita grana para perpetuar a miséria - de que outro modo se ergue uma teocracia com a manipulação das massas?
A estratégia da classe dominante é frear qualquer pensamento que auxilie na construção da igualdade. Construir uma boa sociedade para todos - ou disseminar a qualidade de vida - não está na pauta da elite.
É preciso desprezar a beleza, ou seja, que o conhecimento dialético seja alvejado. Infelizmente, nós não veremos nunca uma humanidade altamente desenvolvida e nem mesmo uma sociedade de gente letrada. Nesse contexto, o Brasil jamais será próspero economicamente e em tempo nenhum será um polo produtor de excelência artística e de pesquisa.
Reason in school
Statistical
3.2.26
Human, All Too Human
2.2.26
Heavy Metal is the law
1.2.26
Heavy Metal is the law
31.1.26
Youthful charm of science
Pleasure in knowledge
Heavy Metal is the law
Future of science
30.1.26
Manners
A formação social da mente
29.1.26
Estrutura
Londres e Paris no século XIX: o espetáculo da pobreza
28.1.26
Circular orbit fo humanity
27.1.26
Renaissance and reformation
26.1.26
Reasons judged a posteriori on the basis of consequences
History of modern art
The voice of history
In the proximity of madness
25.1.26
Miraculous education
A Carcass
My love, do you recall the object which we saw,
That fair, sweet, summer morn!
At a turn in the path a foul carcass
On a gravel strewn bed,
Its legs raised in the air, like a lustful woman,
Burning and dripping with poisons,
Displayed in a shameless, nonchalant way
Its belly, swollen with gases.
The sun shone down upon that putrescence,
As if to roast it to a turn,
The elements she had combined;
And the sky was watching that superb cadaver
Blossom like a flower.
So frightful was the stench that you believed
You'd faint away upon the grass.
The blow-flies were buzzing round that putrid belly,
From which came forth black battalions
Of maggots, which oozed out like a heavy liquid
All along those living tatters.
All this was descending and rising like a wave,
Or poured out with a crackling sound;
One would have said the body, swollen with a vague breath,
Lived by multiplication.
And this world gave forth singular music,
Like running water or the wind,
Or the grain that winnowers with a rhythmic motion
Shake in their winnowing baskets.
The forms disappeared and were no more than a dream,
A sketch that slowly falls
Upon the forgotten canvas, that the artist
Completes from memory alone.
Crouched behind the boulders, an anxious dog
Watched us with angry eye,
Waiting for the moment to take back from the carcass
The morsel he had left.
— And yet you will be like this corruption,
Like this horrible infection,
Star of my eyes, sunlight of my being,
You, my angel and my passion!
Yes! thus will you be, queen of the Graces,
After the last sacraments,
When you go beneath grass and luxuriant flowers,
To molder among the bones of the dead.
Then, O my beauty! say to the worms who will
Devour you with kisses,
That I have kept the form and the divine essence
Of my decomposed love!
Letter
Woman and child
A male sickness - For the male sickness of self-contempt the surest cure is to be loved by a clever woman.
The desire to become loved - Engaged people who have been brought together by convenience often strive to become loved, so as to do away with the reproach of acting out of cold, calculating utility. Those who have adopted christianity for the sake advantage likewise strive to become genuinely devout; it makes the religious pantomime easier for them.




























