Observe a planta da cidade "linda e amorosa" onde a normalidade é reproduzida. O centro apinhado de sem tetos, hospitais para todas as doenças e pandemias desconhecidas, asilos para todos os velhos e velhas miseráveis, prisões e delegacias para a delinquência cristã, locais de trabalhos forçados, quartéis periféricos, tribunais onde a justiça não é praticada, moradias desiguais e apertadas, habitação dos alienados e seus ajudantes analfabetos, câmara dos deputados cocainômanos, comércio de fraudes, a fábrica e seus empregados dóceis, o povo que morre de fome e que chafurda na lama da mentira teológica, o rebanho sempre excitado pelos políticos fascistas, o jornal provinciano, os botecos chulés onde a trabalhador sem consciência gasta seu salário mínimo, famílias desajustadas, a prostituição, e os ricos usando o Estado para o seu papel específico: ostentar seus privilégios usurpados. Aí está a repartição estratégica, o domínio, o modelo da cidade carcerária e sua multiplicidade de ilegalidades.