9.3.24

Dialética da escola-prisão


Não há "educador" que ensine os pirralhos a experimentar o processo de transformar Literatura em Street Art. Zine, então. Livre docência não faz parte do bico. Ler e "desenhar" é (sic!) coisa de gay. O senso-comum do pedabobo provinciano é terrível. Não há possibilidade de iniciar nada.

O professor tutelado pelo Estado passa a vida inteira poniendo notitas, colaborando com o sistema de punição e recompensa e matando o tempo. Os incompetentes treinados são maioria e dirigem escolas como agentes da SS, a garotada que não foi instruída a ter olhar crítico, sequer levanta a sobrancelha como forma de ceticismo. Novos consumidores de fetiches continuam a ser fabricados. Formar leitores não faz parte do processo educacional. Agora com as escolas militarizadas, os gêneros textuais não serão tema na sala de aula.