Hoje, a voz dos iletrados não diferencia muito dos comunicadores do governo. É um fenômeno de alienação não sem analogia com os sem instrução (o homem médio infantilizado e despolitizado), mas em condições subjetivas e objetivas (violação dos direitos humanos, promoção de discursos de ódio e preconceito, proselitismo político, etc), e com uma diferença essencial: o falador de merda será excessivamente bem pago. Salário milionário. A ausência de projeto consistente para a comunicação pública federal é um projeto.
Na cultura de massas, a produção jornalística desenvolve as narrações através de uma linguagem despolitizada e infantil. O consumidor - o ouvinte e telespectador - condicionado por essa linguagem infantilizada, preconceituosa e estereotipada não responde, não fala. E muito menos se recusa a ouvir. Em um contexto onde a educação em termos de conhecimento científico é praticamente nula, a comunicação de massas faz o público (resultante econômico) e perpetua a fabricação de pseudo-interesses.