26.4.26

Planeta favela


A convivência urbana em Porto Alegre necessita de ajuda dos órgãos competentes, ela está com dificuldades de enfrentar os conflitos de vizinhança, poluição sonora e disparidades econômicas, além da infraestrutura básica aos cacos e da falta de estrutura básica. No mundo feio e subdesenvolvido do sul ninguém consegue educar os pobres que passam a vida se drogando e se hostilizando mutuamente na guerra infantil de barulho no último volume. Os condomínios são verdadeiros campos de concentração sem regras de convivência. Assemelham-se a hospícios com seus loucos trancafiados em minúsculos apartamentos, gerando psicopatas. A lei não consegue colocar ordem no Estado e nem o discurso da medicina é capaz de educar a miserável caboclada que se odeia. Os pobres não conseguem se organizar, não conseguem conviver em harmonia. Odeiam-se. Pobreza e desorganização. A pobreza é fértil para a violência. É nesse sentido que os médicos precisam explicar aos pobres de Porto Alegre que a exposição ao barulho afeta o sistema cardiovascular, o sistema endócrino, aumenta o streess, causa insônia e lesões irreversíveis nas células sensorias, aumenta a fadiga mental, acarreta problemas psicológicos como ansiedade, depressão, cefaléia, diminui a concentração e altera o desenvolvimento do córtex cerebral, ou seja, o comportamento dos pobres somente serve para prejudicar a saúde. E nesse contexto de perturbação geral, de transtorno mental, enquanto os pobres continuam dizendo ao próximo "foda-se!", os reacionários prosperam e estendem os seus currais eleitorais.