30.4.26

Porque não me ufano

No Brasil, o livro está sujeito a grupos sociais antiintelectuais homogêneos, como uma conduta social desprovida de polidez, um padrão de vida baixo, hábitos arcaicos, mal gosto e formação cultural deficiente. Não há espaço para a construção de uma sociedade letrada, não é parte nem mesmo do esforço da educação formal, que está cada vez pior. O livro só tem valor em países economicamente avançados. Essa é a verdade. Na periferia do capitalismo, a cultura literária é de baixíssima densidade. O peso do analfabetismo é monstruoso, principalmente o analfabetismo secundário, onde a matéria escrita praticamente inexiste.

É preciso retardar os passos do pensamento crítico. As letras não são consideradas ornamento pessoal e muito menos como fator de potencialidade das faculdades e de transformação social, evolução do poder cognitivo e de proliferação de criatividade. O resíduo que se acumulou durantes décadas de subdesenvolvimento deteriorou muito rápido o conceito de educação.