No Brasil não existe complexidade humana, intensidade na vida ou singularidade de experiência, basta ouvir como os subdesenvolvidos tratam sua própria língua. E isso não é tudo. O irracionalismo é a norma. A competição selvagem entre os comerciantes, a péssima distribuição de renda, as estruturas habitacionais hiperconcentradas, o urbanismo caótico, os representantes políticos que visam apenas o lucro e a perpetuação da miséria e, óbvio, a educação que está cada vez pior.
O Brasil é uma sociedade deformada e sem competência para instrução e a convivência harmoniosa, para o falar com fundamento, a conversa amigável e inteligente sem gritaria. Os preconceitos teológicos foram muito difundidos e estão consolidados. Ninguém tira da cabeça do terceiro mundista seus estereótipos e crenças enraizados. Não há espaço para amadurecimento, para a racionalidade. E a pobreza acentua a desarmonia social, piora o convívio, aprofunda as mentiras. A violência doméstica aumenta e a perturbação domina.
O amor periférico é em si mesmo uma questão de interesse apenas para atingir uma vantagem financeira. Todos querem se dar bem sobre o próximo. Há truculência e nervosismo causados pela desigualdade econômica e pela exploração no mundo do trabalho. É um país onde a emancipação social jamais será realidade.