A instituição pública de educação não encarrega de conferir à criança em séries iniciais um modelo de formação letrada. É justamente por esse viés que a escola deve ser objeto de crítica e de uma mudança revolucionária a começar pela troca do corpo docente.
A educação pública se tornou uma instituição descartável e são inúmeros setores da vida social que questionam a sua existência. A sua razão de ser (a formação da cultura letrada) não faz parte dos objetivos gerais do "corpo pedagógico".
Não haveria nenhum problema enviar as crianças para a escola, desde que ela não fosse uma prisão e a prioridade fosse o ensino em termos de conhecimento científico, o que não é a realidade do Brasil, em estado algum. A escola que o munícipio e o estado fornecem não tem qualidade.
A escola pública é dirigida por vândalos. Não há nenhuma forma de socialização. É um espaço de violência e de embrutecimento. Se a escola for excluída das ações sociais a juventude nada irá perder. A escola não tem competência para construir um ambiente de camaradagem.
Nenhum estado poderia obrigar os pais a matricularem seus filhos em fábricas de salsichas. A prática de educar em casa pode ser interessante se o aspecto for a formação letrada de excelência. Pais com uma boa bagagem de literatura sabem do que estou tratando.
Homeschooling é praticado por muitos países do primeiro mundo que tem um excelente nível de qualidade de vida. A experiência da desescolarização pode ser boa se a atenção for o letramento do pensamento crítico. Qual o sentido de ir para a escola e não praticar a leitura?
O ensino doméstico é a única maneira de afastar as crianças da vulgaridade, da violência, das drogas, do embrutecimento e dos abusos psicológicos. Não há experiência de vida e socialização onde corpos jovens e sadios são danificados.
