24.7.26

Porque não me ufano

Os militantes de esquerda que se encontram muito bem inseridos na estrutura pública nunca fizeram um esforço para derrubar o sistema capitalista, sempre aceitaram de bom grado a existência dessa estrutura. O politiqueros sequer juntam esforços para melhorar a condições de sua base eleitoral e cada vez mais aceitam as teorias liberal-burguesa bem como suas práticas de extrativismo predatório. Um exemplo notório é do Partido dos Trabalhadores que há décadas tornou-se um partido de tendências neoliberal, podemos arriscar chamá-lo de um partido reformista moderado, infelizmente, tudo é business. Na verdade, na agremiação lulista nunca houve fase radical, de ser um grupo de vanguarda revolucionária enquanto organização de massas, consciência política de classe e desenvolvimento de ideologias anticapitalistas.

Se a revolução não ocorre em países avançados, os únicos que poderiam engendrar um movimento consciente do proletariado a nível de massas, não será um país desorganizado e pobre, sem experiência e tradição revolucionárias como o Brasil que haverá algum movimento de ação transformadora. Nem mesmo a perpetuação da miséria planejada pelas classes dominantes proporciona uma educação revolucionária entre os miseráveis do terceiro mundo.

No mais, nenhum partido brasileiro irá desenvolver um programa para o socialismo baseado na socialização dos meios de produção, distribuição e troca e na planificação. Os subdesenvolvidos não sonham nem mesmo com a qualidade de vida ou com a possbilidade de construir uma boa sociedade para todos.