O personagem imigrou:
- tchau!
O senhor G. decidiu.
Convicto de que a realidade é nada e de que ele não passa de um personagem quadrado, resolveu imigrar para o estrangeiro. Juntou suas economias, vestiu seu terno italiano, botou o chapéu coco e se encaminhou para a plataforma de embarque da sua metafísica. Todos os passageiros última chamada, destino muito aquém da sua imaginação, o trem vai partiiiiiiiiiir! O senhor G. tomou a comitiva das onze horas e se escafedeu. Sem deixar rastros. E dúvidas.
Agora o senhor G., que se encontra sozinho, mas definitvamente instalado, observa, da janelinha do seu casebre feito de madeira, O bairro portátil de Gonçalo M. Tavares em seu imenso fluxo fictício. Lá no fim da vila onde habita, próximo à casa do senhor Proust, o senhor G. aprecia o sabor de seu cachimbo com fumo de chocolate e entra em diversos devaneios. Mergulhado em suas memórias, lembranças e derivados, o senhor G. traça planos adequados para - desta vez não errar - se inserir socialmente no mundo da fantasia, não o da Disney, mas no do escritor português.
"Tome tento, senhor G., vê lá, hein!" - é a recomendação da sua consciência incerta.
O senhor G. Este.
Convicto de que a realidade é nada e de que ele não passa de um personagem quadrado, resolveu imigrar para o estrangeiro. Juntou suas economias, vestiu seu terno italiano, botou o chapéu coco e se encaminhou para a plataforma de embarque da sua metafísica. Todos os passageiros última chamada, destino muito aquém da sua imaginação, o trem vai partiiiiiiiiiir! O senhor G. tomou a comitiva das onze horas e se escafedeu. Sem deixar rastros. E dúvidas.
Agora o senhor G., que se encontra sozinho, mas definitvamente instalado, observa, da janelinha do seu casebre feito de madeira, O bairro portátil de Gonçalo M. Tavares em seu imenso fluxo fictício. Lá no fim da vila onde habita, próximo à casa do senhor Proust, o senhor G. aprecia o sabor de seu cachimbo com fumo de chocolate e entra em diversos devaneios. Mergulhado em suas memórias, lembranças e derivados, o senhor G. traça planos adequados para - desta vez não errar - se inserir socialmente no mundo da fantasia, não o da Disney, mas no do escritor português.
"Tome tento, senhor G., vê lá, hein!" - é a recomendação da sua consciência incerta.
O senhor G. Este.
