exercício
A cidade tem seu fluxo interno. Lixeiros, que vestem roupas alaranjadas contra acidentes de trânsito e bonés na cabeça para proteger-se das intempéries do tempo com botas de plástico para a água da sarjeta não umidecer os pés, limpam do chão bitucas de cigarros, folhas de árvores, copos de plásticos e sonhos esquecidos no papel rasgado por algum nômade ou um vagabundo qualquer. Os homens ao café da praça central da cidade efetuam tráfico de rubis e esmeraldas, movimento suspeito feito em plena luz do meio dia. Os homens são árabes e estão refugiados no Ocidente.
Foram dois breves movimentos a girar de fora para dentro do viajante, que começou a sentir materialmente a sua cidade.
