Os estudantes sempre foram um terreno de disputa, antes cultural e intelectual, hoje, com as escolas militarizadas, ideológica: objetos uniformizados, corpos dóceis, obedientes. A paisagem política que se desenha é uma geração de futuros negacionistas, terraplanistas, patriotinhas estúpidos e eleitores de oligarcas.
Uma escola de qualidade não está na pauta da classe dominante. Escola moderna e laica com laboratório científico, boas bibliotecas, salas de músicas, atelier de artes, estúdio de fotografia, salas ambientes não faz parte do projeto do Estado brasileiro.
As ciências humanas e as artes não serão prioridades das instituições militarizadas, muito menos a análise histórica de que modo se formam as condições sociais, mas a ordem, a hierarquia, a disciplina, o nacionalismo e o racismo. A estrutura pública está a preparar o jovem para a guerra e não para a ciência. Aprender a não questionar, abusar, atirar e matar são tópicos que entraram na grade curricular do Estado brasileiro.
