As novas gerações não estão sendo educadas em termos de conhecimento científico, talvez um pouco mais que seus pais. Todavia, mesmo com o enorme incremento de paradigmas educacionais, saber ler e saber escrever não são valores amplamente apreciados pela sociedade.
A enorme difusão da educação e da alfabetização não problematiza a existência de políticos sem ideais e a inexistência do Estado Laico e do Estado de Bem-Estar Social. Qualidade de vida, melhores empregos e melhores salários não são projetos viáveis para a periferia do capitalismo. A única lógica de investimento válida é a participação em empreendimentos que dão resultados imediatos, ou seja, lucro.
Uma República das Letras, uma comunidade do saber são expressões que sequer fazem parte do vocabulário dos brasileiros e muito menos dos seus anseios. O Brasil jamais será uma comunidade internacional dos estudiosos.
