2.1.26
Porque não me ufano
Education for Freedom
Historiofotografia
1.1.26
Go, New York, go!
How fascism works
31.12.25
O teatro da violência
Sociologia da miséria
A loucura de fim de ano, em que nada muda, é o tempo de licenciosidade oficial. Putaria, como se diz no popular. As atividades mais comuns, que também duram o ano inteiro (o que pode produzir o subdesenvolvido?) incluem comer pão com linguiça, beber álcool e fumar maconha na maior escala possível. Escala industrial. Assediar membros do sexo oposto e engajar o maior número de pessoas em rituais de agressão mútua, atormentar animais (se for possível atropelar, melhor ainda), trocar palavras e gestos insultuosos, cantar música vulgar e ruim até o transe virar gritaria nonsense e encenar vários tipos de combate são o ethos da ralé. Entrar em coma devido ao álcool ou outras substâncias ilícitas faz parte do costume das massas incultas, quando muito provavelmente a aglomeração dos veranistas acaba em distúrbios e assassinatos. Tudo isso e mais com odor de esgoto emanado da pobreza absoluta.
30.12.25
Porque não me ufano
Para o subdesenvolvido o que importa são as aparências, os embrulhos e que não existe nada realmente importante dentro. A palavra não tem valor, a vida da mente não tem relevância, a qualidade de vida não se desenvolve.
É difícil evitar duas perguntas: são os ritos do capitalismo repetidos inconscientemente realmente necessários? Ou são uma maneira de anestésico das massas e uma maneira de aumentar o lucro da sociedade de consumo?
O Brasil é mero símbolo adequado do capitalismo, da ânsia do dinheiro fácil, não importa as consequências para os pobres ou para o meio ambiente. A malandragem nacional quer a partir da corrupção chegar ao paraíso celestial.
La carte postale
Underworld
29.12.25
Pourpalers
Nous ne souffrons pas d'incommunication, mais au contraire de toutes les forces qui nous obligent à nous exprimer quand nous n'avons pas grand-chose à dire.
Car la question est bien comment faire le mouvement, comment percer le mur, pour cesser de se cogner la tête. C'est peut-être en ne bougeant pas trop, en ne parlant pas trop, éviter les faux movements, résider là où il n'y a plus mémoire.
Roupas
28.12.25
Sur la philosophie
La philosophie consiste toujours à inventer des concepts. La philosophie a une fonction qui reste parfaitement actuelle, créer des concepts. Personne ne peut le faire à sa place. Bien sûr, la philosophie a toujours eu ses rivaux, depuis les "rivaux" de Platon jusqu'an bouffon de Zarathoustra. Aujourd'hui, c'est l'informatique, la communication, la promotion commerciale qui s'approprient les mots "concept" et "créatif", et ces "concepteurs" foment une race effrontée qui exprime l'acte de vendre comme suprême pensée capitaliste, le cogito de la marchandise.
La philosophie n'est pas communicative, pas plus que contemplative ou réflexive: elle est créatice ou même revolutionnaire, par nature, en tant qu'elle ne cesse de créer de nouveaux concepts. La seule condition est qu'ils aient une necessité mais aussi une étrangetê, et ils les ont dans la mesure où ils répondent à le vrais problémes. Le concept, c'est qui empêche la pensée d'être une simple opinion, un avis, une discussion, un bavardage.
27.12.25
26.12.25
Quotations from Chairman Mao Tsetung
Un portrait de Foucault
Bezbozhnik
The future
25.12.25
The age of the man of letters
24.12.25
Renda Básica de Cidadania
Un portrait de Foucault
23.12.25
Porque não me ufano
22.12.25
La vie comme oeuvre d'art
Porque não me ufano
21.12.25
Porque não me ufano
20.12.25
Origin of the religious cult
Begriffsgeschichte
Isto não é um romance
19.12.25
Porque não me ufano
18.12.25
Descodificação e conjunção de fluxos descodificados
17.12.25
The brain and the chariot
Critique of Hegel's Dialectic and General Philosophy
16.12.25
The brain and the chariot
15.12.25
Dead society
Chile: Hitler's people
Porque não me ufano
The poverty of the ethnography of poverty
América Latrina
14.12.25
The attitude of the workers’ party to religion
Porque não me ufano
13.12.25
Porque não me ufano
A justa relação entre Estado e sociedade civil não existe na periferia do capitalismo. Vivemos mais do que nunca a hegemonia da pequena política neoliberal. Estamos distante de ver a volta da predominância da grande política com uma retomada do papel protagonista da esquerda e da democracia, pois são bastante débeis os recursos políticos, organizativos e teóricos de que dispõe o terceiro mundista. A plutocracia triunfou.
12.12.25
The flies in the market-place
Libraries
11.12.25
The booksellers
Os leitores discutiam o grau de brancura, a textura e a elasticidade do papel. Eles empregavam um rico vocabulário estético para descrever suas qualidades, tal como o fazem hoje em relação ao vinho.
Junk news
Porque não me ufano
Fascisme et grand capital
A hegemonia da pequena política
10.12.25
Skepticism
Porque não me ufano
9.12.25
Porque não me ufano
O Brasil é como uma sociedade camponesa do século V. Noventa por cento dos periféricos acreditam literalmente em milagres religiosos e acham que o mundo foi criado há alguns milhares de anos. Esse tipo de alienação social não é possível encontrar em sociedades desenvolvidas do primeiro mundo.
A periferia do capitalismo tem uma população muito despolitizada e essa é uma das causas do fundamentalismo religioso. A vida social e política não oferece oportunidades para formar comunidades alternativas e se associar a coisas que sejam realmente significativas. Afogar-se na lamúria cristã é a única saída para o subdesenvolvido, visto que não se pode brindar ao eleitorado fanático algo de concreto e moderno, oferta-se coisas simbólicas como "deus nos ajude" e perpetua-se a miséria. É nesse contexto que mora o perigo, essa grande parcela da população pode facilmente servir de base para qualquer movimento fascista. E é o que irá ocorrer em 2026.

































